Bioma Pampa

Biomas são regiões com condições geológicas e climáticas semelhantes e biodiversidade própria, identificadas em escala regional pela paisagem e vegetação nativa. No Brasil, são seis os biomas continentais: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. Além dos continentais, há ainda a Zona Costeira e Marinha. 

O bioma Pampa, reconhecido apenas em 2004, é o único bioma brasileiro que só ocorre em um estado, o Rio Grande do Sul, ocupando 178.243 km², o que representa 63% da área do Estado e cerca de 2% da área do Brasil. 

Na América do Sul, esta formação está presente no Uruguai, parte da Argentina, além do extremo sul do Brasil, totalizando cerca de 750.000 km², e é considerada uma das áreas de ecossistemas de campo mais importantes do mundo, além de guardar um vasto patrimônio cultural associado à biodiversidade. 

A vasta biodiversidade ainda é pouco conhecida. Há registros de cerca de 500 espécies de aves, 3.000 espécies de plantas, sendo que mais de 450 são de herbáceas. A presença de espécies de fauna e flora específicas, diversas espécies endêmicas – espécies que ocorrem apenas em uma determinada região – e ameaçadas de extinção são algumas das razões pelas quais cerca de 20% da área do bioma foi considerada com algum grau de prioridade para a conservação da biodiversidade pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Também no bioma Pampa está presente o Aquífero Guarani, uma das maiores reservas subterrâneas de água potável do mundo. 

Entretanto, é o segundo bioma mais devastado do Brasil, perdendo apenas para a Mata Atlântica. Em 2008, restava cerca de 36% da área do bioma com cobertura original.

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