Articulação

ARTICULAÇÃO

. Aproximação junto a redes e articulações de Povos e Comunidades Tradicionais do sul do Brasil desde a origem do Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa, como a Articulação Pacari, uma rede de raizeiras do Cerrado, organização parceira que contribuiu metodologicamente e politicamente, na constituição e na caminhada inicial do Comitê, entre 2015 e 2018. Em 2019 o Comitê se aproxima da Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná que também contribui com ferramentas de luta por direitos étnicos e territoriais. A partir de então, integrantes do Comitê passam a integrar a Rede PCTs e o Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), representando seus segmentos identitários. Em 2025 o Comitê passa a integrar o Global Forum of Local Communities on Climate Change (GFLCCC), articulação internacional lançada oficialmente na COP30 como um espaço político permanente, autônomo e auto-organizado para comunidades locais de todo o mundo nas negociações climáticas da ONU.

. Mesa de Diálogo Permanente Catrapovos – instituída em 2021 pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF (6CCR), tem o objetivo de articular instituições dos governos federal, estadual e municipal, movimentos e lideranças de povos e comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil, para discutir e implementar ações e medidas que viabilizem a compra, pelo poder público, de alimentos produzidos diretamente pelas comunidades tradicionais para uma alimentação escolar culturalmente adequada nas escolas indígenas e de outros segmentos de PCTs. O Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa integra a Mesa, que é conduzida pelo MPF e pelo Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Escola – CECANE/UFRGS.

. Plano de Ação Territorial (PAT) Campanha Sul e Serra do Sudeste – criado em 2021, sob coordenação da SEMA-RS e participação de mais de 30 organizações – dentre elas o Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa – o Plano prevê objetivos e ações para promoção de boas práticas de manejo pecuário e fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, integrando comunidades locais (inclusive de PCT), entidades governamentais e outros setores.

. Seminário sobre Regularização Fundiária de Povos e Comunidades Tradicionais em 2025 uma articulação envolvendo o Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa, a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), a Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná, o Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), a Rede de Povos e Comunidades Tradicionais (Rede PCTs), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e diversas outras organizações de defesa de direitos, promoveu um seminário voltado ao fortalecimento das políticas de reconhecimento territorial e regularização fundiária. O Seminário ocorreu em Santana do Livramento, bioma Pampa, fronteira com Rivera, no Uruguai, e reuniu 15 segmentos identitários de povos e comunidades tradicionais, de 9 estados, de todos os 6 biomas brasileiros.